Trapas
Quando falamos em trapas podemos pensar em acumulação de petróleo e gás, porém, existem vários processos e condições existentes para a formação de uma trapa. Elas podem ser caracterizadas de acordo com alguns parâmetros: o ápice que se refere ao ponto mais alto da trapa, o “spill point” que representa a parte mais baixa da trapa e também onde se encontra o petróleo e o fechamento que é a distância vertical entre o ápice e o “spill point”.
Quem nunca fez uma armadilha quando criança para tentar capturar um pássaro ou algum outro animal? pois bem, as trapas também funcionam como armadilhas, entretanto para “capturar” o petróleo. Essas armadilhas podem ser divididas em 4 tipos: trapas estruturais, estratigráficas, hidrodinâmicas ou mistas.
trapas estruturais: são formadas a partir de atividade tectônica e geralmente estão associadas a falhas, dobras e diápiros. Dobras anticlinais associados a falhas reversas ou normais são o tipo de trapa estrutural mais fácil de ser encontrado.
trapas estratigráficas: são resultado de variação litológica e podem ter origem deposicional ou pós-deposicional.
Trapas hidrodinâmicas: são formadas em áreas onde o fluxo descendente de água retém o petróleo sem nenhum tipo de fechamento estrutural ou barreira estratigráfica.
Trapas mistas: ocorrem quando em um mesmo local existem dois dos outros tipos de trapas.
Para que não ocorra o “vazamento” do óleo é necessário que exista uma rocha selante. Essas rochas geralmente são evaporíticas ou folhelhos e devem conter baixa permeabilidade e alta pressão capilar, desta forma impedindo a migração do petróleo.
Dessa forma podemos concluir que às trapas tem um papel fundamental para exploração do petróleo tendo em vista que suas características propiciam o armazenamento do mesmo, formando assim áreas onde ocorrerá essa exploração.
Luan Victor Diretoria de Projetos do Portal do Petroleiro Graduando em Engenharia de Petróleo
REFERÊNCIAS:
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